Falando em Bruxas

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Quem tem medo de Fantasmas

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No fundo do Mar

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Papai do Céu

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Este Tal Ratinho

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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O Anjinho Triste.


Era uma vez um anjinho triste... Mas, anjinho triste? Como é possível?

Foi assim: - havia um dia em que Deus enviava à terra muitos anjinhos,
todos alegres e lindos pois tinham a missão de proteger cada um de nós enquanto estivéssemos por aqui.
As mamães anjas entregavam seus anjinhos bem preparados.
Todos tinham que passar por um período de aprendizado para estarem aptos a serem nossos protetores.
Tudo era muito bem acompanhado e nunca, no céu, havia acontecido algo assim.
O que aconteceu???
Calma, chegaremos lá.

Todos os anjinhos sabiam que, o lugar para qual cada um era enviado
seria um lugar iluminado, com pássaros cantando,
 flores se abrindo, de todas as formas e todos os tons e perfumes.
Os bichinhos que existem para tornar a natureza mais bela, igualmente deveriam ser felizes.
E chegou o grande dia... E Deus começou:

Anjinho número um...Presente!!!!

Anjinho número dois...estou aqui!!!

Anjinho número três...Já vou!!!

E assim aconteceu até que...um anjinho adormeceu.

Anjinho...Anjinho...Anjinho...

Ele dormia, profundamente.

Então, um anjinho muito esperto que ainda não estava,
 de todo,  preparado para a missão resolveu se antecipar e...

Eis-me aqui! E se foi.

Ela seria a protetora de uma criança muito levadinha.

Coitada da anjinha!
Machucava-se a  toda hora, vivia despenteada, esfolada,
dormia de cansaço deixando seu protetor ao léu.
Mas , Deus do céu a tudo observava e como respeita o livro arbítrio de cada um, desdobrava seus cuidados à criança que devia ser
 protegida pela Anjinha e esperava o desfecho da estória.
Um dia, todos os pássaros se entristeceram,
 todas as flores iam desaparecendo e,  dos canteiros floridos,
quase nada mais existia.

A lagartinha nem encontrava mais estímulo para sair,
 e a anjinha, pobrezinha, vestiu de profunda tristeza, o seu olhar.

Então houve uma chuva muito forte.
Sementes foram sopradas pelo vento,  e a chuva encharcou a terra para que tudo voltasse a florescer.
Os pássaros foram se abrigando nas copas das árvores que já tinham muitos ninhos aconchegantes e aquecidos, prontos para o nascimento de muitos filhotinhos.
As árvores se cobriam de folhas verdinhas e as sementes da flores foram germinando e cobrindo as de flores.
Os pássaros nasceram e  voejavam por todo o lado.

As flores  se abriram e trouxeram consigo as abelhas para colher o  néctar e transformá-lo em favos de mel.

As casas se iluminavam de uma luz divina , e um novo bercinho balançou , à voz terna e suave de uma mãe.
O anjinho triste subiu, após um suave vendaval, seguindo o caminho das estrelas.
Deus,  que é amor somente o perdoou e mandou que se preparasse para que,  quando chegasse sua hora tudo acontecesse da melhor forma possível.
No céu os anjos cantavam " Glória a Deus nas alturas e Paz a todos aos homens...", certos de que todos os homens, um dia, serão de boa vontade.
Depois, mostrarei a vocês o quanto o anjinho vive feliz e alegre como Deus quer que todos nós sejamos.
A partir do momento em que Cristo morreu pela nossa salvação Deus instituiu a felicidade. Ele não agiria por menos.
Deus nos quer felizes. Basta apenas que queiramos ser.

Mas assim como ao anjinho...

Ele deu o livre arbítrio, também a nós ele dá , e fica feliz quando nos despimos de nossas vestimentas pecaminosas e entendemos que a felicidade existe, aqui e agora, para que pousamos louvá-lo- mais e mais.



Um beijo.

Tia Cida









Cida Valadares
Direitos Preservados.

A Mochila Cor de Rosa - Camilla Tauil - Convidada Especial




A mochilinha cor de rosa
me aguarda com carinho
no escuro do armário
o ano inteirinho...

De dia vai à escola
vê gente e toda prosa
escuta muita besteira
Mas me abraça pelas costas
minha fiel companheira

Nas férias...Coitada!
fica abandonada...vazia
e o seu medo maior
é que eu a troque algum dia










Camila Tauil - Poeta de 8 anos, à época deste poema.
Convidada especial Semana de Criança do ano de  2008.
Obrigada Camilla Tauil por sua linda contribuição.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Quando os Brinquedos Acordam.





Devemos tratar nossos brinquedos
como verdadeiros amiguinhos.
Eles nos alegram tanto.
Levam-nos a tantos passeios imaginários.
Após brincar devemos limpá-los, cuidadosamente,
e guardá-los em local apropriado.
Pois,  quando a noite chega e nós vamos para
a cama para descansar e dormir,
eis que os brinquedos acordam.
O trenzinho começa a andar por sobre os trilhos
e a apitar, piuiiiiiii, piuiiiiiiiiiiiiiiiiiiii, é uma festa.
Se as lagartixas estão estiradas sobre os trilhos tomando sol,
 pela manhã, é preciso que fiquem espertas e elas ficam.
Correm em busca de outro lugar para o banho de sol.
Os carrinhos ligados também começam seus passeios.
E passa o vermelho, o azul, o amarelinho,
todos com muito cuidado, respeitando os sinais de trânsito
para não atropelar ninguém.
A bola pica e repica por todo o pátio e
 as bonecas começam a arrumar suas casinhas.
A bonequinha mais experiente vai logo para o fogão,
 para preparar os cheirosos quitutes
para o café da manhã.
Barbie desfila com seus inúmeros trajes enquanto
Ken prepara o carro para o passeio com a modelo.
Zorro e Batmam partem para missões especiais
e a Mulher Maravilha parte junto.
Os transformens, felizes, desfilam suas
perfomances em saltos fenomenais.
É tudo encantamento.
As fadas, com suas varinhas mágicas saem jogando
o pó de pirlimpimpim pelas flores que espreguiçam
enquanto acordam.
O pianinho executa uma bela música enquanto 
 a boneca enfermeira
 sai para consertar os brinquedos estragados.
Por isto é importante que cuidemos de nossos brinquedos,
 para que eles acordem inteiros,
limpos e felizes.
Quando forem dormir, meus amiguinhos,
agradeçam a Papai do céu todos os brinquedos
que possuem .
Há, sempre, um anjinho entre eles seja de bichinho,
ou não.
Ele é o portador de Deus para saber
como os brinquedos são tratados.
Agora que vocês já sabem,
não os deixem rolando pela casa.
Cuidem de seus amiguinhos que tantas alegrias
lhes proporcionam.
E...olhem só, Minie e Mickey,
passeando no barquinho amarelo.
Tchau Minie, tchau Mickey.
Já é quase de manhã...os brinquedos voltam afoitos para casa,
 depois de terem passado uma noite maravilhosa.
Sem barulho retornam para seus lugares e adormecem,
 longamente, até que a noite chegue, outra vez...
que é quando os brinquedos acordam!
Boa noite, brinquedos.
Bom dia, crianças.














Cida Valadares
http://www.arte.poesia.nom.br/
Direitos Reservados





  

A Centopeia - Luiza Porto- Convidada Semana da Criança






Havia uma centopeia de pano, em uma casa feliz.

Na casa, era papai, mamãe e um bebe

rechonchudo e muito engraçadinho.

Ela ficava em um canto, no quarto infantil

Decorado com muita graça e amor.

Paredes pintadas de azul, como um céu encantado.

Quando o bebe começou a engatinhar,

gostava de ficar sempre perto da centopeia.

Era seu brinquedo favorito, deitava em cima

dela, fazia carinhos e dava beijinhos

sem parar.

Os pais ficavam felizes, vendo seu bebe

tão tranquilo, quando estava com sua

amiguinha.

E a centopeia também era feliz, por ser tão amada

por aquele bebe.

Quando ele começou a andar, mais

ficavam juntos, até que uma noite, depois

que os pais foram dormir, a centopeia de pano, tomou

vida, e acordou o bebe, e começaram a brincar,

ele montou nela, que como um cavalinho

fazia upa-upa com ele, que dava gargalhada de felicidade.

E assim foi até ele ficar bem crescidinho, de

dia ela era de pano, a noite era uma festa

ver a felicidade dos dois.

E hoje, já homem feito, tem um grande afeto

por sua amiga, e não tem certeza,

se foi real ou um sonho, sua infância

feliz com sua centopeia.
















Obrigada, Luiza Porto, pela linda contribuição.



segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Bom Dia, Jesus!




   Bom Dia, Jesus!


Abro meus olhos, de mansinho,
Rumores ouço, no ar...
 O sol me faz um carinho,
O dia já vai raiar.

Por um momento breve as imagens
Chegam ,em lembranças,  dos sonhos que sonhei,
Risadas, abraços, traquinagens...
Mas... enfim, eu acordei.

E meu coração,  agradecido,
quase explode de tanta luz.
Quero saudar-te Amigo,
Quero dizer-te: bom dia
Bom dia, amigo Jesus!









Cida Valadares
Direitos Reservados

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

No Fundo do Mar









No fundo  do mar, dizem as histórias,
que agora vou lhes contar,
Buscá-las, todas, em minhas memórias
Sei que lhes vou encantar.

Vejam que lindas sereias,
habitam o fundo do mar,
Dançam, brincam, se transformam
Para a todos agradar.


Vejam bem, como se cuidam...
Sempre a exercitar,
Elas sabem que são belas
E que nos fazem sonhar.


E os cavalos
 marinhos?
Como são lindos!
Passam em meio as algas
Que são do mar, os jardins.

E os cavalos balançam,
Às vezes,  creio que dançam
Que trotam e correm...enfim.


E os peixes, que maravilha!
Polvos e tartarugas,
Golfinhos dançando enfeitados
E o peixe bola, também.

Ah! Sabem quem estava lá?
Não sei qual é seu carinho
Até agora não sei, qual é
a do Peixe-Espinho.
Também sei de um peixe espada
Que queria namorar,


Tubarões!!! à vista,
E a corredeira se dá.
Peixes correndo daqui
peixes correndo de lá.

Mas vejam só que carinho
Não é o que ele sabe dar.

Acreditem, meus amigos,
Eu estava lá , eu vi...
Um peixe engraçadinho
Por isto este verso fiz.
Sabem quem era o tal peixe?
nem peixe nem passarinho

Era ele, estava lá,
O tal do Peixarinho
Do meu amigo Luiz.

Agora, fiquem à vontade
Se adentrem ao fundo do mar.
Dizem que há tesouros...
Muitos...perdidos por lá.
 







 

 

Cida Valadares
Direitos Preservados



Pipas No Ar


No mês de agosto, ventava
e eu gostava
de ver as pipas no ar.
 Bailavam segundo o vento
mas não podiam voar.
 
Seguras por uma linha
Iam longe...céu afora.
e o meu olhar se perdia
E com ele... viajava minha imaginação
e quando, bem longe ia...
 
A linha de proteção, a guia
Me trazia junto com a pipa
Que eu gostava de ver no ar.
 
Pensava chegar ao céu
para os anjos vislumbrar
brincar com as nuvens fazendo
floquinhos de algodão.
 
Mas não...
Tinha que voltar
E esperar, de novo, agosto
Para ver pipas no ar.
 
 
 
 
 
 
Cida Valadares
Direitos autorais preservados.


quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Saudades da Gal



Gal apareceu lá em casa um dia.
Não era uma gatinha qualquer.
Tinha o pelo lindo, os olhos verdes e toda doçura no olhar.
Renata a acolheu...Veja que linda, mamãe.
Vamos ficar com ela?
- Calma, filha. Não sabemos de quem é. Pode ser que esteja perdida e,

Corujinhas




Lá... bem onde nossos olhos precisam olhar bem alto,
escondidinhas entre as árvores, mora a família coruja.
Descobri-a, numa de minhas excursões pela mata fechada,
numa das muitas em que me perdi.
As estórias que me contavam, diziam-nas tão feias...
Que só viviam escondidas e só saiam quando a noite se fazia bem negra, pelo medo de serem encontradas e, ainda mais,
de se sentirem rejeitadas.
Eu já me sentia cansada e desanimada de encontrar o caminho de volta.
Encostei-me, bem devagar ao tronco daquela árvore frondosa e adormeci.
Quando a manhã raiava seus primeiros raios de sol, senti a revoada das corujinhas chegando.
Olhei acima e me escondi, um pouco mais.
Mas... quem diz que se escapa aos olhos de uma coruja?
Elas, um pouco receosas perceberam que meu olhar infantil nada havia de ameaçador.
Uma delas, começou a se balançar no cipó , como a querer deixar-me bem à vontade.
As outras confabulavam, ainda, olhando-me, meio que assustadas.
Mas, mesmo assustadas tinham uma doçura no olhar que nem em olhos de amor eu encontrei.
Uma, talvez a mais novinha, ainda não acordara de todo e cochilava, tranquila.
Então, queridos amiguinhos, cheguei à conclusão de que beleza, todos temos.
Basta, apenas, que saibamos direcionar nosso olhar e que retiremos de nossos corações, compaixão,
 entendimento, aceitação e, principalmente , respeito.
As corujinhas, desde então, me parecem as mais belas aves da natureza.
Conduziram-me de volta à minha casa. Eis que elas conhecem toda floresta.
Como homenagem às minhas amadas corujinhas tenho em casa, alguns bibelôs de várias avezinhas.
Minhas corujinhas estão lá e tenho por elas todo o carinho do meu coração.
Se um dia, vocês as virem...reparem-nas.
São lindas!!! Lindas!!! e sempre serão, para mim, as mais lindas que já vi,
principalmente aquela que se balançava como que a me chamar a atenção...
Se um dia as encontrarem, digam a elas que as amo e que delas sinto saudades.
Por isto, quantas vezes... quantas, me pego cantando e enquanto canto minha alma solfeja em lágrimas:
"Corujinha, corujinha, que saudade de você"! 


Cida Valadares
Direitos Presevados

sábado, 23 de outubro de 2010

Mamãe Galinha








Có, có, có, có ri có có,
É assim que me chama, minha galinha Pedrita
e, se não atendo...faz fita,
se emburra e de tanto que cacareja...até
irrita.

Sentadinha em seu ninho,
enquanto o galo passeia
mamãe galinha choca os ovos
mexe, remexe, e se ajeita
com todo o seu carinho.

Passados 21 dias, eis que é festa no galinheiro
Nascem os primeiros pintinhos, quase todos...
amarelinhos.
Mamãe galinha abre as asas e protege
um a um depois...saem para o passeio.
Aí, é que vocês não sabiam.
Ela, pomposa, vai à frente
e todos eles, em filinha
seguem mamãe galinha.
 
Cida Valadares
Direitos Reservados


Em Meu Jardim



Veja só, meu amiguinho,
como é lindo o meu jardim.
Tudo que lá semeio,
nasce sorrindo prá mim.

Um canteiro de Margaridas...
Elas são tão queridas!
Por isto o Beija-Flor,
Não se cansa de beijá-las
E até já levou um beijo
a quem as tem, como preferidas.

As roseiras desabrocham,
as mais lindas rosas que vi.
Sobem em trepadeiras para enfeitar
Meu jardim.

As Bromélias, as Camélias,
Miosótis, Dálias e Jasmins,
Florescem o ano inteiro, sempre
sorrindo prá mim.

E os passarinhos gorjeiam,
chamando as borboletas,
as lagartinhas, também.
O sol, brilha, que encanto!
Percebo que de canto a canto
um arco-íris nasceu.
E a natureza em festa
Por si mesma ela atesta,
a beleza do meu jardim.

Por isto meu amiguinho,
plante o seu jardim...
Se não há terra, não importa
Deus abrirá uma porta
Com amor e muita paixão.

Com as flores da alegria,
obediência e oração.
Com certeza sentirá o perfume
Das flores que hão de nascer
Dentro do seu coração!










Cida Valadares
Direitos Reservados


Passarinho






Vendo-te assim, tão matreiro,
cantando o ano inteiro,
para a todos alegrar.
Pulando de galho em galho,
nada te desatina,

nem desafina o teu cantar.
Sei que teu canto é um trino,
que te faz assim, tão menino,
voando,  prá lá e pra cá.

Mas, passarinho menino,
Um dia há, no presente,
que solidão é o que sentes
E no teu triste cantar...
Procuras tua menina,
A passarinha com quem sonhas
Em tua casa morar.

E ai, meus amiguinhos.
A natureza que é linda
Faz junto com os passarinhos,
uma casinha e um ninho,
pro passarinho casar.

E a passarinha, bem gordinha
trata logo de botar os ovinhos
Todos tão coloridinhos...
E fica, no ninho a chocar.
E um dia, então, que surpreza!
Nascem com toda beleza
Passarinhos prá cantar.
Lembrando que a vida é uma festa
Nos jardins e nas florestas.
E que as aves nos sabem amar.

Lembrem-se pois, meus amiguinhos,
Que as aves são os carinhos de
Deus a nos olhar.
Não prendam os passarinhos,
deixe-os sempre nos ninhos,
e deixe-os também voar.
Eles são feito carinhos
Que Deus, com muito jeitinho...
Descansa em nosso olhar.







Cida Valadares
Direitos Reservados

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Meu Cavalinho





Troc, troc, troc...
Lá vai meu cavalinho
com seu trote pela estrada,
buscando melhor caminho.

Vai pastar, no pasto verde
descansar, em desalinho...
Troc, troc, troc,
lá vai meu cavalinho.

Um dia, meu cavalinho,
por certo me levará,
como a um Príncipe Encantado
Para acordar a princesa
com quem devo me casar.

Troc, troc, troc,
Lá vai o meu cavalinho
Guarda, consigo, os meus sonhos
Ainda sou...pequenininho!







Cida Valadares
Direitos Reservador

Minha Bonequinha Preta





Minha mãe foi viajar

com minha tia fui ficar.

 Pedi um presente,


pois o natal ia chegar.

Sonhei uma boneca de louça

igual a outras que tinha

Mas, a doida da minha tia

não me deixava brincar.


Minha mãe trouxe o presente,

 espantei-me ao abrir

era uma boneca preta

que fez foi me assustar


Tinha os cabelos espetados

e a boquinha de carmim.

À minha amiguinha preta,

dei o nome de Jasmim










Cida Valadares
Direitos Preservados

O Gato


Lembro-me de algumas noites
em que acordava assustada
e de medo, me encolhia...
Ouvindo o miar do gato
procurando aconchego,
Procurando um carinho.
Ouvia o ranger da porta
e alguém pegava o bichinho
que todo feliz ficava,
procurando um lugarzinho.
Quando eu me levantava,
lá estava o carinhoso gatinho
Deitado no sofá da sala
espaçoso como um reizinho.
Eu pegava a bola de meia
e jogava , prá lá e prá cá
E aquele gatinho corria
para comigo brincar.
Depois se cansava e vinha
Dengoso, a ronronar...
Olhava-me, fundo nos olhos,
Como a querer me falar:
- Gosto dos seus carinhos
e de consigo brincar.
- Com você, sempre estarei,
Basta, apenas, me lembrar!
E eu me lembro, amiguinho,
da minha infância querida
Saiba que você sempre será
Saudade...em minha vida!
Cida Valadares
Direitos Reservados

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

A Pintinha Patinadora







Chiquita foi da ninhada de mamãe Pedrita
A pintinha mais galante,
Que o galinheiro conheceu.
Sapeca e atrevida,
soube levar a vida
de um jeito que é todo seu.


Qualquer roupa?
Quem diria! A Chiquita não vestia.
Se assanhava e resistia, até
a todos convencer.
Com sua plumagem amarela,
Chiquita era muito bela,
a verdade é para se dizer.


Um dia a nossa pintinha
aprontou um caso sério.
Escutem o que vou dizer.
Com o seu chapéu de fita
Que linda ficou a chiquita.
Saiu, para passear.

Mas...eu nunca vi caso igual
Em nenhum outro galinheiro
Foi assunto para o ano inteiro.
Chiquita soube da festa que ia ter,
Que seria, bem longe...
Noutro terreiro.

Jogos, dança , coisas assim.
Farelos, minhoquinhas e
um punhado de balão.
Mas o que a Chiquita quis
Foi a pista de patinação.

Nem se importou com o perigo,
se podia cair, ou não,
Chiquita saiu patinando..
É isto mesmo! É o que digo.
E o galo esporeava.
De tanto que ele gostava.
Querendo armar confusão.

Mas mamãe Pedrita, sentiu falta
de sua filhinha assanhada.
Foi com todo o galinheiro
Ciscar no outro terreiro

Chegaram bem no momento
de toda premiação
Adivinhem....amiguinhos
quem ganhou o prêmio na pista de patinação?
Ela, sim, a nossa pintinha
Que com a bronca, não queria nada
Afinal, foi vencedora
Estava maravilhada.

Amiguinhos, não façam isto
Não saiam sem avisar
Vocês não são a Chiquita
Que até sabe patinar.

Mesmo se for pertinho
só até ali...no portão
Avisem a mamãezinha
que os ama de paixão.
















Cida Valadares
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Carrossel



Ah, que saudades eu sinto,
da minha infância querida.
Dos passeios encantados...
Nas tardes que vi dormidas.

Meu olhar acortinado...
A alegria  com cor de céu,
Naquele dia sagrado,
Encantei-me com o carrossel.

Enquanto o mundo girava
Galopando meu corcel,
iam meus sonhos montados,
Levados no carrossel.

E ele não parava...
Naquele descer e subir
Quantos sonhos carregava?
Quantos estavam por vir?

Mas o tempo não perdoa,
Dói e arde, como fel
Esta lembrança que ecoa...
Saudades do Carrossel!

Ah, que saudade e esta ânsia
Quando vejo o carrossel
O meu ficou na infância,
Com doces e balas de mel...

E esta lembrança fiel
Mostra-me a realidade:
Eu amo o carrossel...
Que mora na minha saudade!



Cida Valadares
Direitos Reservados

Na Fazenda


Quem conhece uma fazenda
e tudo que ela tem?
Pomares cheios de frutas,
Nas hortas colhemos legumes e verduras,
Tudo que nos faz bem.
Nas lagoas, moram os peixes,
e moram os sapos, também.
E dona caramujinha, bem devagar, ela vem.
E no galinheiro, galo, galinhas, pintinhos
Ciscando, pelo terreiro.
Quando a noite chega, nos jardins,
Meninos, que belezura,
abelhas, borboletas joaninhas, grilos e pirilampos,
Voando, pra lá e pra cá...
E a noite não fica escura.
E quando o dia amanhece
No curral vejam crianças, porquinhos,
Vaquinhas, cavalos
vejam os gatinhos
e também, há coelhinhos
Que bonitinhos!
Os passarinhos , cedo deixam os ninhos para participar.
Na fazenda tudo é lindo...
Bem na hora de dormir, o luar faz uma festa
Para a noite que vai chegar...
Dona Coruja conta uma história , das mais lindas que há
E... ao final, vejam crianças, todos se aquietam.
Cada um em seu lugar,
pois, amanhã bem cedinho, tudo vai recomeçar...
É mesmo, uma beleza
É, de fato, uma prenda
Regada à natureza
Cercada por uma fazenda.




Cida Valadares
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O Sapo e a Perereca




O sapo na lagoa
sozinho a coaxar.
Perereca vem chegando,
para o sapo paquerar.
De fitinhas no cabelo,
de sainha pregueada,
o sapo não resistiu
e aí se deu
a paquerada!
Perereca que é sapeca,
Na lagoa a saltitar.
Faz o sapo ficar louco.
Faz o sapo se casar.
E assim,  meu amiguinho,
Você pode acreditar,
Que em dois tons é mais bonito
Se ouvir o coaxar.


Cida Valadares
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Meus Peixinhos



Ganhei, outro dia, um peixinho
que morava num aquário transparente.
Nadava, bem solitário,
brincando com as pedras,
Com as pedras brincando, somente.

Subia à tona, devagarinho,
Descia ao fundo, subia outra vez,
E assim, no aquário, vivia
dia após dia, aquele peixinho,
tão douradinho.

Um dia, porém, levei de presente
outro peixinho, tão bonitinho!
Pensei que a vida, prá ser mais bonita,
Alegre e feliz,
Não pode ser em solidão.
Não pode não!

E assim, amiguinhos,
felizes, nadando, com as pedras brincando,
naquele aquário, subindo e descendo,
descendo e subindo
Estão meus peixinhos
Que lindos, eles são!
Não são?


Cida Valadares
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Meu Ursinho Pimpão

Ah! Que lembrança gostosa,
que passeia toda prosa
dentro do meu coração.
Bem no canto do meu quarto,
despojado, era um "barato"
o meu ursinho Pimpão.
Os olhos, azuis, de vidro,
Era um olhar atrevido
de quem só queria brincar.
E quando a noite chegava
e o sono se avizinhava
Meu ursinho, coitadinho,
Cochilava, sentadinho,
Só querendo descansar.
Eu...então o abraçava,
Entre beijos o acalentava
até o sono chegar.
E...quantas vezes eu dormia,
Abraçada ao meu Pimpão.
Ah! meu amigo querido,
Eu jamais te esquecerei,
Ficarás sempre comigo.
És a lembrança mais linda,
És sonho, és emoção
Que guardarei , num abrigo,
Dentro do meu coração!


quarta-feira, 20 de outubro de 2010

O Espantalho Feliz






Um certo dia, amiguinho,
 na fazenda do meu pai
caiu uma chuva atrasada,
 saiu arrasando a estrada
 e a ponte até caiu.
O boizinho lá no pasto,
o cavalo, o porquinho,
os gatos e  os cachorrinhos,
ficaram muito assustados...
Se uniram, em companhia,
e, quando vinha a trovoada,
Era o horror da bicharada
Que da chuva se escondia.
Até que um dia, que beleza!
O sol com sua nobreza 
 surgiu no céu a brilhar.
E a bicharada feliz
pela fazenda corria
festejando, com certeza,
a vida e a beleza.
Plantadas foram as hortas,
 pomares e jardins
Mas...acreditem, amiguinhos,
 os amigos passarinhos
tudo comiam, enfim.
Dai surgiu a idéia
 de um espantalho criar e, aos pés
de nosso espantalho,
comida para os bichinhos
e também os passarinhos.
Com palha e roupa bonita
vestiram o espantalho que,
à princípio não gostou mesmo,
de ficar pendurado como um galho.
Por alguns dias não sorriu,
acho que até chorou mas
depois se acostumou
pois tudo foi diferente.
Com a comidinha a seus pés
Todos bichinhos vieram...
queriam se alimentar
Sem esquecer o Espantalho, 
que de triste feito um galho
Agora estava feliz. 
Os passarinhos trouxeram as folhas,
 trouxeram também as flores
para o amigo enfeitar.
A seus pés, delicados vasinhos
floriam e os coelhinhos,
 depois de tanta proeza
Vinham prá descansar.
E o nosso amiguinho,
que nunca adormecia...
Plantou um sorriso nos rosto
Para adornar-lhe o posto
Que eternamente quis.
lembrando que, com certeza,
Na vida, tudo é possível,
basta querer e ele quis
Não é mais triste espantalho
É um Espantalho Feliz!






Cida Valadares
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